Perícia do INSS: o que fazer quando você não concorda com o resultado

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Resultado da perícia do INSS não corresponde à sua situação? Veja como agir e quais alternativas existem.

O perito disse que está tudo bem, mas você sabe que não está

Você faz a perícia no INSS, explica sua situação, leva exames, laudos e, mesmo assim, sai com um resultado que simplesmente não faz sentido.

O benefício é negado, cortado ou não é concedido como deveria e a sensação é de que a realidade que você vive não foi considerada.

Isso acontece com mais frequência do que parece. E o mais importante é saber: você não precisa aceitar essa decisão sem questionar.

Neste post, você vai entender o que fazer quando não concorda com o resultado da perícia do INSS e quais caminhos existem para buscar o seu direito.

Como funciona a perícia médica do INSS 

A perícia do INSS é a etapa em que um médico perito avalia se o segurado tem condições de trabalhar ou se precisa receber um benefício por incapacidade.

Na prática, não basta estar doente ou sentir dor. O INSS analisa se aquela condição realmente impede ou reduz a capacidade de exercer a atividade profissional.

Quem decide e com base em quê

Durante a perícia, o médico do INSS analisa documentos como exames, laudos e relatórios médicos, além de ouvir o relato do segurado. 

Com base nisso, ele decide se há incapacidade para o trabalho e por quanto tempo ela deve durar.

O problema é que, muitas vezes, essa avaliação acontece em poucos minutos. 

Por isso, nem sempre o resultado reflete a realidade do segurado, especialmente quando faltam documentos ou quando a limitação não fica clara na consulta.

E é justamente nesses casos que surgem dúvidas e a necessidade de buscar uma revisão da decisão.

Motivos que fazem o INSS negar ou cortar um benefício

Receber um resultado negativo na perícia do INSS é mais comum do que parece. E, na maioria das vezes, isso não acontece porque a pessoa não tem direito, mas por questões relacionadas à avaliação feita no momento da perícia.

Veja os principais motivos que levam ao indeferimento. 

Falta de documentos médicos detalhados

Um dos motivos mais frequentes é a ausência de laudos completos. 

Se os documentos não explicam a doença, o tratamento e, principalmente, as limitações no dia a dia, o perito muitas vezes entende que não há incapacidade para o trabalho.

Exames desatualizados ou insuficientes

Outro problema comum é apresentar exames antigos ou incompletos. Mesmo que o segurado esteja em tratamento, a falta de documentos atualizados também prejudica a análise do caso.

Diferença de avaliação entre médicos

Sem dúvida, o médico que acompanha o tratamento conhece o histórico do paciente. Já o perito do INSS faz uma avaliação pontual. 

Por isso, é comum que exista divergência entre os dois profissionais.

Avaliação focada na capacidade de trabalho

O INSS não analisa apenas a doença, mas sim a capacidade de trabalhar. 

Desta forma, mesmo com diagnóstico, o perito entende que o segurado ainda consegue exercer sua atividade.

Receber uma negativa na perícia do INSS pode ser frustrante, mas isso não significa que você não tem direito. (Foto: Freeepik).

Dificuldade em demonstrar as limitações na perícia

Muitas pessoas não conseguem explicar, no momento da consulta, como a doença afeta sua rotina. Isso também é um motivo que leva o perito a não reconhecer a real limitação.

Entendimento de melhora do quadro clínico

Em alguns casos, o INSS corta o benefício por entender que houve melhora. No entanto, isso nem sempre reflete a realidade do segurado.

Em resumo:

Na maioria dos casos, o INSS nega o benefício por falta de prova suficiente ou por entender que ainda existe capacidade de trabalho.

Discordou do resultado da perícia? Você não precisa enfrentar isso sozinho.

Discordei da perícia do INSS: o que devo fazer? 

Se você não concorda com o resultado da perícia do INSS, saiba que essa não é a decisão final. Existem caminhos para contestar e buscar o reconhecimento do seu direito.

O mais importante nesse momento é agir com rapidez e organização, reunindo documentos e entendendo qual é a melhor estratégia para o seu caso.

Peça uma nova perícia

Em algumas situações, é possível solicitar uma nova perícia, especialmente quando há piora do quadro ou apresentação de novos documentos médicos.

Esse novo pedido, sobretudo, permite que o INSS reavalie a situação com base em informações mais completas e atualizadas.

Também é possível entrar com recurso administrativo

Outra opção é apresentar um recurso dentro do próprio INSS. Nesse caso, o pedido será reanalisado por outro profissional, o que pode levar à mudança da decisão.

Aqui, é fundamental apresentar laudos médicos detalhados, exames atualizados e documentos que comprovem a limitação.

Necessidade da ação judicial 

Caso o INSS mantenha a negativa ou o corte do benefício, o segurado tem a possibilidade de buscar a Justiça. Nessa etapa, é realizada uma perícia judicial, geralmente mais detalhada e com análise mais aprofundada do caso.

Em muitas situações, a decisão judicial reconhece o direito que foi negado na perícia administrativa.

💡 Importante:

Não concordar com a perícia é mais comum do que parece e existem caminhos legais para contestar essa decisão.

Por isso, recomendamos ter o apoio de um advogado especialista para reverter a negativa. 

O que ajuda a aumentar suas chances na perícia

Além de entender seus direitos, é importante saber que alguns cuidados fazem diferença no resultado da perícia do INSS. Muitas vezes, pequenos detalhes influenciam diretamente na decisão do perito.

Leve documentos médicos completos

Antes de tudo, organize seus documentos. Laudos médicos detalhados, exames atualizados e relatórios do seu médico são fundamentais para demonstrar sua condição de saúde.

Quanto mais claro estiver o diagnóstico e, principalmente, as limitações no dia a dia, maior a chance de o perito compreender a sua situação.

Explique como a doença afeta a sua rotina

Durante a perícia, não basta dizer que está doente. É essencial explicar como aquela condição impacta suas atividades de trabalho.

Por exemplo, dificuldades para ficar em pé, levantar peso, concentrar ou realizar movimentos repetitivos devem ser mencionadas de forma clara.

Apresente histórico de tratamento

Além disso, mostrar que você está em acompanhamento médico contínuo reforça a seriedade do quadro. Da mesma forma, receitas, consultas e evolução do tratamento ajudam a comprovar a situação.

Clique na imagem e confira as orientações do nosso advogado. (Foto: Dal Piaz Advogados).

Evite omitir informações ou minimizar sintomas

Por fim, seja transparente. Muitas pessoas acabam minimizando os sintomas por nervosismo ou pressa, o que prejudica a avaliação.

Assim, quanto mais completa e clara for a apresentação do seu caso, maiores são as chances de uma análise adequada por parte do INSS.

Exemplos de situações em que o INSS reprova a perícia

Muitas negativas acontecem em situações comuns do dia a dia. Entender alguns exemplos ajuda a identificar o que influencia o resultado da perícia.

Dor na coluna sem limitação comprovada

Por exemplo, o segurado apresenta dor na coluna, leva exames, mas não demonstra como essa dor impede o trabalho. Nesse caso, o INSS entende que existe a doença, mas não a incapacidade.

Lesão por esforço repetitivo (LER/DORT) sem laudo detalhado

Além disso, é comum o INSS negar casos de LER ou DORT quando o laudo não descreve as limitações, como dificuldade para digitar, levantar peso ou repetir movimentos.

Cirurgia realizada, mas sem comprovação de sequela

Outro exemplo frequente ocorre após cirurgias. Mesmo com pinos, placas ou parafusos, se não houver comprovação de limitação funcional, o INSS considera que o segurado está apto para o trabalho.

Ansiedade ou depressão sem acompanhamento contínuo

Nos casos de saúde mental, como ansiedade ou depressão, a falta de acompanhamento regular ou de relatórios detalhados, muitas vezes levam à negativa do benefício.

Exames antigos ou incompletos

Por fim, apresentar exames desatualizados ou poucos documentos faz com que o perito não tenha elementos suficientes para reconhecer a incapacidade.

Benefícios que o INSS mais costuma negar

Além dos motivos, alguns benefícios têm maior índice de negativa, principalmente quando faltam provas ou quando a incapacidade não fica clara.

Benefício por incapacidade temporária (auxílio-doença)

O auxílio-doença é o mais negado. Isso acontece porque o INSS analisa se a pessoa realmente não consegue trabalhar naquele momento e muitas vezes entende que ainda existe capacidade.

Veja também:

Quadro DP em 1 Minuto: confira mais no nosso canal no YouTube (Fonte: YouTube Dal Piaz Advogados).

Benefício por incapacidade permanente (aposentadoria por invalidez)

A aposentadoria por invalidez exige comprovação de incapacidade total e definitiva. Por isso, o INSS costuma negar quando entende que ainda há possibilidade de reabilitação.

Auxílio-acidente

O auxílio-acidente também é frequentemente negado, principalmente quando a sequela não está bem documentada.

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O resultado da perícia não é a decisão final

Muitas negativas não acontecem porque o segurado não tem direito, mas porque a situação não foi comprovada da forma que o INSS exige.

Receber um resultado negativo na perícia do INSS gera insegurança e até desânimo. No entanto, como vimos ao longo do artigo, essa decisão não é definitiva.

Existem caminhos para revisar o resultado, apresentar novos documentos e buscar o reconhecimento do seu direito.

Em muitos casos, o segurado tem direito ao benefício, mas não consegue comprovar da forma que o INSS exige. Por isso, contar com o apoio jurídico ajuda a entender o que faltou e quais são os próximos passos.

A equipe da Dal Piaz Advogados atua na análise de casos de negativa e corte de benefícios, orientando segurados e trabalhadores sobre como agir e quais caminhos seguir.

👉 Se você não concorda com o resultado da sua perícia, busque orientação.

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Fonte: 

Instituto Nacional do Seguro Social – INSS

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