O que acontece depois de uma lesão no joelho
A lesão no menisco é causada por diversas situações.
Uma queda, uma torção no joelho ou um esforço durante o trabalho ou até em uma partida de futebol com os amigos. Muitas vezes essa lesão deixa sequelas que comprometem a rotina profissional.
Em alguns casos, o tratamento envolve fisioterapia ou cirurgia e, mesmo depois da recuperação, permanecem dores, perda de força ou dificuldade para movimentar o joelho.
É importante saber que nestas situações, a pessoa tem direitos disponíveis, um deles é o auxílio-acidente.
Por isso, quem sofreu uma lesão no menisco precisa avaliar como o problema aconteceu, qual relação ele tem com o trabalho e quais consequências permaneceram após o tratamento.
Se você quer entender quando esse tipo de lesão está relacionada ao trabalho, quais benefícios entram em análise e como ficam os direitos de quem permanece com uma sequela após o tratamento, continue a leitura!
Lesão no menisco: o que é e como ela acontece?
O menisco é uma estrutura de cartilagem localizada dentro do joelho, entre o fêmur e a tíbia. Cada joelho possui dois meniscos, um na parte interna e outro na parte externa.
Eles ajudam a distribuir o peso do corpo, absorver impactos e dar estabilidade ao joelho durante os movimentos.
A lesão acontece quando essa estrutura sofre uma ruptura ou outro tipo de dano. Uma torção brusca, uma queda ou um impacto durante uma atividade física estão entre as situações que geralmente provocam esse problema.
Em algumas pessoas, o desgaste do menisco ao longo do tempo também favorece o surgimento de lesões.

Quais sintomas uma lesão no menisco provoca?
Dor, inchaço, dificuldade para dobrar ou esticar o joelho, sensação de travamento e perda de força estão entre os sinais mais comuns. A intensidade varia conforme o tipo e a extensão da lesão.
No trabalho, tarefas que exigem agachamentos frequentes, levantamento de peso, deslocamentos ou esforço repetitivo dos joelhos também merecem atenção.
Nesses casos, é importante avaliar a rotina profissional e a evolução do problema para entender se existe relação entre a atividade e a lesão.
Quando a lesão no menisco é considerada acidente de trabalho?
Uma lesão no menisco entra na análise de acidente de trabalho quando existe relação entre o problema e a atividade profissional.
Isso inclui, sobretudo, situações como uma queda durante o expediente, uma torção ao movimentar uma carga ou outro acidente ocorrido durante a execução das tarefas.
Nesses casos, a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) também merece atenção. O documento serve para comunicar à Previdência Social a ocorrência de um acidente de trabalho ou de uma doença ocupacional.
A CAT deve ser emitida pela empresa até o primeiro dia útil seguinte ao acidente. Se a empresa não fizer a comunicação, o próprio trabalhador, seus dependentes, o sindicato, o médico ou uma autoridade pública também conseguem emitir o documento.
Portanto, a forma como o acidente aconteceu e as consequências deixadas pela lesão ajudam a identificar os direitos envolvidos.
Exames, prontuários médicos, CAT e outros documentos relacionados ao trabalho ajudam a registrar o acidente, a lesão e suas consequências.
Aproveite para se aprofundar no tema:

E se a lesão aconteceu aos poucos?
Alguns problemas no menisco surgem de forma gradual, especialmente em atividades que exigem esforço físico frequente, levantamento de peso, agachamentos ou determinadas posições do joelho.
Nessas situações, a lesão tem grandes chances de estar relacionada às condições em que o trabalho é realizado e entrar na análise de uma possível doença ocupacional.
Entretanto, para reconhecer essa relação, é necessário avaliar como a atividade profissional contribuiu para o surgimento ou agravamento do problema. Exames médicos, histórico profissional e informações sobre as tarefas realizadas ajudam nessa avaliação.
O mesmo vale para quem já tinha algum problema no joelho antes de iniciar determinada atividade.
Se as condições de trabalho agravaram a lesão ou aumentaram as limitações, essa relação também merece atenção. Assim, o fato de o problema ter surgido antes do vínculo de trabalho não afasta, por si só, a possibilidade de discutir sua relação com a atividade profissional.

Quais direitos o trabalhador com lesão no menisco tem?
Os direitos dependem da origem da lesão, do período de afastamento e das consequências deixadas pelo problema.
Em situações relacionadas ao trabalho, o trabalhador tem a possibilidade de buscar diversos benefícios previdenciários e outras garantias previstas na legislação.
Auxílio por incapacidade temporária
Se a lesão impedir o trabalhador de exercer sua atividade por mais de 15 dias consecutivos, o auxílio por incapacidade temporária é um dos benefícios disponíveis.
Nos casos de acidente de trabalho ou doença ocupacional, o benefício tem natureza acidentária e não exige carência.
Auxílio-acidente
Depois da recuperação, a lesão no menisco muitas vezes deixa uma sequela permanente que reduz a capacidade para o trabalho habitual.
Nessa situação, o trabalhador segurado que atende aos requisitos legais tem direito ao auxílio-acidente, que possui caráter indenizatório e permite continuar trabalhando.
Estabilidade após o afastamento acidentário
Nos casos de benefício por incapacidade temporária decorrente de acidente de trabalho, o empregado possui garantia de estabilidade por 12 meses após o retorno ao trabalho, conforme as regras aplicáveis.
Depósitos do FGTS durante o afastamento
Durante o recebimento do benefício por incapacidade temporária acidentário, a empresa deve continuar realizando normalmente os depósitos do FGTS.
Lembre-se sempre de conferir o extrato.
Indenização por danos decorrentes do acidente
Dependendo das circunstâncias do acidente, das condições de trabalho e da responsabilidade envolvida, também existe a possibilidade de discutir indenizações pelos danos causados ao trabalhador.
Essa análise considera, sobretudo, as particularidades de cada situação.
Leia também:
Acidente de trabalho e doenças ocupacionais: quando posso buscar indenização?
IMPORTANTE!
Uma lesão no menisco merece atenção mesmo depois do fim do tratamento. O trabalhador que retorna às atividades, mas permanece com limitações no joelho, precisa avaliar as consequências da sequela e sua repercussão sobre o trabalho habitual.
Machuquei o menisco jogando futebol. Tenho direito a algum benefício?
Lesões no menisco também acontecem fora do ambiente de trabalho. Uma torção durante uma partida de futebol, por exemplo, muitas vezes provoca uma lesão que exige tratamento, cirurgia e fisioterapia.
Se, depois da recuperação, permanecer uma sequela que reduza a capacidade para o trabalho habitual, o caso merece uma análise previdenciária.
O auxílio-acidente considera acidentes de qualquer natureza, desde que a lesão esteja consolidada e deixe uma redução permanente da capacidade, além do cumprimento dos demais requisitos legais.
Portanto, o fato de o acidente ter acontecido durante uma partida de futebol, e não no trabalho, não elimina automaticamente essa possibilidade.
O que importa depois do acidente
Nesse tipo de situação, os documentos médicos também ajudam a demonstrar a lesão e as limitações que permaneceram após o tratamento.
Além disso, o INSS avalia a atividade profissional exercida e o impacto que a sequela causa para trabalhar.

Lesão no menisco dá direito ao auxílio-acidente?
O auxílio-acidente merece atenção nos casos em que a lesão no menisco deixa uma sequela permanente que reduz a capacidade para o trabalho habitual.
O benefício tem caráter indenizatório e, após sua concessão, o trabalhador continua exercendo sua atividade profissional.
A limitação não precisa impedir completamente o trabalho.
Dificuldade para agachar, subir escadas, permanecer em determinadas posições, movimentar o joelho ou realizar esforços físicos, por exemplo, ganha importância quando resulta de uma sequela permanente e interfere na capacidade de exercer o trabalho de antes.
Portanto, mesmo após a recuperação e o retorno ao trabalho, ainda é importante avaliar as limitações que permaneceram no joelho e seus efeitos sobre a atividade profissional.

Como comprovar os efeitos da lesão no menisco?
Sem dúvida, os documentos médicos ajudam a demonstrar a extensão da lesão e as limitações que permaneceram depois do tratamento.
Exames de imagem, laudos, prontuários, documentos da cirurgia e registros de fisioterapia são importantes para acompanhar a evolução do quadro.
Nos casos relacionados ao trabalho, como vimos anteriormente, também é necessário emitir a CAT, ter documentos sobre as atividades exercidas, registros de afastamento e outros elementos que ajudem a demonstrar como a lesão aconteceu ou foi agravada durante o trabalho.
A análise não termina com o diagnóstico ou com a cirurgia
Dificuldade para movimentar o joelho, perda de força, restrição para agachar ou permanecer em determinadas posições são exemplos de limitações que precisam ser documentadas e avaliadas.
Sobretudo, laudos médicos que ajudam a mostrar como a lesão evoluiu e quais limitações permaneceram após o tratamento.
Esses documentos também contribuem para relacionar as sequelas com as dificuldades enfrentadas pelo trabalhador em sua atividade profissional.
Lesão no menisco: saiba quando buscar orientação jurídica
Uma lesão no menisco exige atenção desde o momento do acidente até a recuperação. A origem do problema, o tratamento realizado e as limitações que permanecem depois da lesão ajudam a identificar os direitos envolvidos.
Mesmo após voltar ao trabalho, o trabalhador que ficou com uma sequela permanente precisa avaliar os efeitos dessa limitação sobre sua atividade habitual, especialmente em relação ao auxílio-acidente.
A Dal Piaz Advogados é especialista na defesa dos direitos de trabalhadores que sofreram acidentes e enfrentam doenças ou sequelas relacionadas ao trabalho.
Nossa equipe atua na análise de benefícios previdenciários e das demais garantias que envolvem cada situação.
Se uma lesão no menisco deixou limitações ou afetou sua capacidade de trabalho, uma avaliação jurídica individualizada ajuda a entender quais direitos estão envolvidos no seu caso.
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Perguntas frequentes sobre lesão no menisco
1. Lesão no menisco é considerada acidente de trabalho?
Sim, desde que exista relação entre a lesão e o acidente ocorrido durante o trabalho ou no exercício da atividade profissional. A forma como o acidente aconteceu e os documentos médicos ajudam nessa análise.
2. Problemas no menisco são considerados doença ocupacional?
Sim, mas a lesão ou o agravamento do problema precisa ter relação com as condições em que o trabalho era realizado. A análise considera, acima de tudo, o histórico profissional, as atividades exercidas e os documentos médicos.
3. Quem tem lesão no menisco recebe benefício do INSS?
A lesão, por si só, não garante um benefício. Dependendo da incapacidade, da origem do problema e dos demais requisitos, o trabalhador tem chance de conseguir o benefício por incapacidade temporária ou ao auxílio-acidente, ou os dois.
4. Lesão no menisco dá direito ao auxílio-acidente?
O auxílio-acidente entra em análise quando o acidente deixa uma sequela permanente que reduz a capacidade para o trabalho habitual. O benefício tem caráter indenizatório e permite que o trabalhador continue trabalhando.
5. Machuquei o menisco jogando futebol. Posso receber auxílio-acidente?
Sim, a legislação considera acidentes de qualquer natureza para fins de auxílio-acidente. O benefício exige, entre outros requisitos, uma sequela permanente que reduza a capacidade para o trabalho habitual.
6. Quem fez cirurgia no menisco tem direito ao auxílio-acidente?
A cirurgia, sozinha, não garante o benefício. A análise considera, portanto, o resultado do tratamento e a existência de uma sequela permanente que reduza a capacidade para a atividade habitual.
7. Posso voltar a trabalhar depois da cirurgia no menisco e ainda ter direitos?
Sim. O retorno ao trabalho não elimina automaticamente o direito ao auxílio-acidente. Se permanecer uma sequela que reduza a capacidade para a atividade habitual, o benefício entra em análise.
8. Quais sequelas no joelho entram na análise do auxílio-acidente?
Limitação de movimentos, perda de força, dificuldade para agachar, subir escadas ou permanecer em determinadas posições são exemplos de limitações que precisam ser avaliadas conforme a atividade habitual do trabalhador.
9. Como comprovar que a lesão no menisco aconteceu por causa do trabalho?
Exames, laudos, prontuários, documentos da cirurgia, registros de fisioterapia, CAT e documentos relacionados às atividades profissionais ajudam a demonstrar a lesão, sua evolução e sua relação com o trabalho.
10. O que fazer se a lesão no menisco deixou limitações permanentes?
Primeiramente, o trabalhador deve reunir os documentos médicos e de profissionais relacionados ao caso e buscar uma avaliação individualizada. A análise das sequelas e do impacto sobre a atividade habitual ajuda a identificar os direitos envolvidos.