Funcionário do Nubank diz ter sido demitido por ser ‘sênior demais’

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Em publicação no Linkedin, Igor Ferreira, que ocupava a posição de gerente de desenvolvimento e aprendizado no Nubank, afirmou que foi demitido por ser “sênior demais”. O post teve mais de 20 mil reações e quase 1.400 comentários e também repercutiu em outras redes sociais.

Ferreira escreveu que o Nubank justificou seu desligamento com o motivo de que ele era “sênior demais para os objetivos e rumos da área”. Ainda segundo ele, a empresa também teria dito que não encontrou “nenhum outro desafio ou projeto” para o profissional na instituição.

“Tive meu contrato rescindido com este argumento pela empresa que se posiciona e canta aos quatro ventos sua “cultura” de Diversidade, Inclusão e Gestão de Talentos, mas pelo menos fui elogiado como Sênior demais”, ironizou Ferreira.

O profissional, que é negro e LGBTQ+, também criticou a política de diversidade e inclusão da empresa – afirmando que sua contratação foi “conveniente”, fazendo referência a esforços de reparação após falas consideradas racistas feitas pela fundadora Cristina Junqueira no Roda Viva, em 2020

“A única coisa que realmente me entristece desta situação é saber que vários dos meus leem, interpretam como podem, e são iludidos por toda essa maquiagem bonita de diversidade e inclusão gourmetizada, e são silenciados e não se posicionam devido à necessidade do emprego, da oportunidade, muitas vezes do sustento”, escreveu o profissional.

No entanto, Igor Ferreira reforçou que não foi demitido por “possível acusação de racismo ou homofobia” e sim por ser “sênior demais”, usando o espaço para questionar “as práticas de gestão de talentos e D&I que são usadas para atrair candidatos”

Ferreira também marcou, ao longo do texto, três pessoas que fazem parte da equipe do Nubank – o fundador David Vélez, Junqueira e a head de D&I, Helena Bertho – além da embaixadora Anitta.

Em posicionamento ao UOL, o Nubank afirmou que “não comenta casos específicos por respeito ao sigilo de seus funcionários e clientes”.

Fonte: Economia UOL

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